Primeiro dia de aula de religião

Filhos  /   /  Por Amanda Japiassú Bianchi

Hoje eu fiz uma atividade na aula de religião, que era para desenhar um rostinho em um balão (cada aluno desenhou o seu).

Depois de desenharmos, a professora disse que o balão era o próprio aluno, mas eu já tinha desenhado um balão-menino, assim, virou meu filho.

Então, a professora mandou jogarmos o balão para o alto, sem deixar cair. Depois, mandou jogar com um amigo, cada um jogando o seu para o outro. Nessa hora, meu balão ia cair longe de mim, então eu me joguei no chão para salvá-lo. A professora disse que não era pra se jogar no chão, mas eu achei estranho, porque, se eu não me jogasse, o balão ia se machucar.

Depois, a roda de amigos jogando balões foi aumentando para 4, 8 e, no fim, a sala inteira.

Perto do final da aula, a professora explicou o significado daquilo tudo: “Você fez essa atividade para saber que tem que cuidar de si mesmo e do seu amigo. E quando você jogou com muitos amigos, achou muito difícil não deixar a bola cair. Isso significa que você não consegue ter muitos melhores amigos de uma vez.”

No finaaaaaaal da aula, ela falou que cada um poderia estourar ou esvaziar seu balão ou, ainda, guardar na mochila e esperar que ele estourasse sozinho.

Eu fui a única que guardou o balão para levar pra casa sem estourar nem esvaziar.

Quem estiver lendo este post, por favor, me explique nos comentários se é bom ou ruim ser a única que ficou com o balão inteiro.

Balão de soprar

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12 comentários
 
  1. Anna Luiza Ghiotti 21 de março de 2015 at 01:01 Responder

    Eu não estourei meu balão!

  2. Anna Luiza Ghiotti 21 de março de 2015 at 01:01 Responder

    Eu não estourei meu balão!

  3. Diogo Aparecido 15 de fevereiro de 2014 at 00:20 Responder

    Primeiramente, parabens pelo gesto…. a educação em geral vem de berço e seus pais te ensinam desde pequena a ser solidaria, isso é muito bom, tenho certeza que você não iria estourar ou esvaziar seu “filhinho” você tem uma personalidade muito forte, e opinião propria. parabens Amanda.

  4. Luzia POrto 14 de fevereiro de 2014 at 22:19 Responder

    Amanda, Eu também não estouraria o meu balão. Nem esvaziaria. Quando ia a festas e ganhava balões, cuidava deles direitinho. Escolhia um. Depois voltava pra casa com ele. Brincava até ele ‘morrer’, ou seja, se esvaziar.

  5. selene 14 de fevereiro de 2014 at 18:30 Responder

    Amanda não sou psicóloga mas pra mim esta claro que você tem amor pelo seu filhinho e teve cuidado em trazê-lo pra casa. E que vc só estava passando pra ele aquilo que recebeu de seus pais, Monica e Marcelo, amor, dedicação e orientação. Viu como a educação boa de seus pais ja esta fazendo de você uma grande pessoa. Parabéns. Selene

  6. José Matos (pai da Mônica) 14 de fevereiro de 2014 at 12:49 Responder

    Ontem, por acaso, visitei a Família Quadrada, e a Amanda me contou essa história, antes de fazer a postagem. Sinceramente, achei muito estranho que nenhuma outra criança tenha tido vontade de “se” manter íntegro, que todos tenham preferido “se” estourar ou “se” esvaziar. Eu gostaria de saber qual seria a análise de um psicólogo sobre isso.

  7. Fabio Freitas 13 de fevereiro de 2014 at 22:45 Responder

    É bom fazer o que te faz sentir bem, sendo isto uma coisa que não vá te fazer mal. Além disso, demonstrou ser uma pessoa de personalidade firme, que não toma as decisões baseada nas opiniões alheias.

  8. Lúcia Japiassú 13 de fevereiro de 2014 at 21:30 Responder

    Achei ótimo! isso prova que você valoriza o que faz! ainda mais que o balão representava seu filho. Nada mais natural que levar seu filhinho prá casa! E isso não é a opinião de uma vovó coruja não. Pensaria a mesma coisa se tivesse sido outra criança ! 🙂 beijinhos em seu coraçãozinho

  9. Tio André 13 de fevereiro de 2014 at 20:45 Responder

    Bom! Isso mostra que você gosta muito de cuidar de você e de seus amigos.

  10. Hellen Jordão 13 de fevereiro de 2014 at 20:45 Responder

    Acho que o raciocínio da Amanda correto,como oferecer solidariedade e préstimos aos nossos semelhantes sem antes aprendermos a zelar pelo nosso próprio bem estar? Precisamos estar bem para fazer a diferença.. Amanda arrazou!

  11. Carlos Marcelo Bianchi 13 de fevereiro de 2014 at 20:44 Responder

    Ah, é seu filhinho! 🙂

  12. Kelly 13 de fevereiro de 2014 at 20:22 Responder

    Bom! Isso significa que você da o real valor as pequenas coisas (o balão).

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