Filhos com mau comportamento. O que fazer?

Casamento  /   /  Por Casal Em Construção

Educar crianças é uma tarefa que merece toda a nossa atenção. Mas o que fazer com os filhos com mau comportamento? Descubra aqui.

Se você está aqui, sabe exatamente como é a chegada do primeiro filho. E do segundo, do terceiro… Cada filho traz consigo uma nova experiência e aprendizados singulares. Afinal, cada um tem sua personalidade e características únicas – o que torna tudo mais interessante, e também mais complexo.

Educar alguém é uma dádiva e um desafio. É uma dádiva porque acompanhar a evolução de alguém que nasceu totalmente dependente de você é uma experiência inexplicável. Por outro lado, somos desafiados a guiar estes pequenos humanos em caminhos de responsabilidade, segurança e amor.

Neste processo, é comum que, em cada fase de crescimento, os filhos com mau comportamento. Porém, quando estas ações se tornam frequentes e os pais sentem que estão perdendo o controle da educação dos pequenos, é preciso dar um passo para trás e identificar a causa e definir uma solução para que tudo volte a funcionar com harmonia.

Educar pode ser um desafio sim, mas tem tudo para ser um desafio construtivo para os pais, e saudável para os filhos. Por isso, é necessário identificar se os comportamentos que seu filho vem tendo são, de fato, identificados como mau comportamento, e descobrir como resolver esta crise da melhor maneira possível.

Sinais de filhos com mau comportamento:

  • Respostas “malcriadas” – desrespeito verbal é um indício de que seus filhos estão passando por um episódio de mau comportamento. Respostas atravessadas ou até mesmo xingamentos são um alerta vermelho que merece muita atenção. Mas fique atento: as crianças podem e devem desenvolver sua habilidade de questionamento e retórica. Um filho bem educado não é necessariamente o que aceita tudo sem questionar, mas aprender a fazê-lo com educação e respeito.
  • Comportamentos agressivos – seu filho tem reproduzido atitudes agressivas? Isso vai um pouco além de simplesmente se comportar mal. Por isso, é preciso parar e entender a causa. Externalizar sentimentos de raiva é um forte indício de trauma ou pedido de ajuda.
  • Mentiras – quem nunca contou uma mentirinha que atire a primeira pedra. Porém, mentiras frequentes não são saudáveis nem para o relacionamento familiar, nem para o desenvolvimento do seu filho. 
  • Praticar bullying – a direção da escola relatou algum caso de bullying praticado pelo seu filho? É preciso ter muita sabedoria para reverter esta situação de forma saudável. Nesse caso, não é apenas sobre o seu filho, existem outros menores envolvidos.
  • Preguiça exacerbada – crianças e adolescentes tendem a passar por períodos de preguiça, ou até mesmo a fase do “sujinho”, em que evitam a todo custo tomar banho, escovar os dentes e arrumar o próprio quarto. Porém, quando há resistência demais em fazer estas atividades, isto indica que seu filho possa estar saindo da linha.

Mas como reverter casos de mau comportamento na família?

  • Dê o exemplo – crianças e adolescentes são como esponjas, e imitam o nosso jeito de ser. Afinal, somos nós o primeiro referencial de suas vidas. Por isso, ser um bom exemplo é o primeiro passo para evitar e contornar episódios de mau comportamento.
  • Seja realista com o momento que seu filho está passando um erro muito comum na hora de educar os filhos é agirmos como se eles tivessem a mesma idade que nós. Cada idade traz consigo novas maneiras de se expressar, e nem todas essas maneiras querem dizer que algo está errado. Por isso, não espere que seus filhos sempre se comportem bem. Essa expectativa gera frustração tanto para os pais, como também desenvolve um sentimento de incapacidade e inferioridade nos filhos, que sentem que estão sempre errados.
  • Elogie as qualidades dele – elogiar as qualidades de seu filho pode ter um impacto muito mais positivo do que passar horas apenas criticando seu mau comportamento. E mais: é importante dar elogios descritivos – fale sobre o que ele fez ou faz de bom de maneira mais específica. “Eu gosto muito quando você me ajuda a lavar a louça” é mais eficaz do que “você é um bom menino”, por exemplo. 
  • Pedir desculpas é fundamental – perder a paciência pode ser normal na vida dos pais (normal, não frequente), mas saber a hora de pedir desculpas é importante para que seu filho não só aprenda a reconhecer os próprios erros, mas para saber que você é justo, humano e receptivo.
  • Você e seu parceiro devem agir como um time – pais com abordagens de educação completamente diferentes deixam os filhos confusos e o pior: abrem margem para barganhas e manipulação por parte dos filhos. Esqueça este cenário onde um é visto como bonzinho e o outro como “carrasco” na hora de educar. Junte-se ao seu parceiro, definam as condutas da casa e, quando discordarem, conversem longe das crianças. Nunca na frente deles. O casal precisa ser visto como um time que joga junto, e não um contra o outro.
  • Seja aberto e afetuoso – todos nós precisamos de atenção, carinho, toque físico e cuidado. Por isso, lembre-se de encher seus filhos de amor. Assim, eles saberão que sempre podem contar com você. 
  • Seja claro sobre todas as coisas – seu filho precisa entender os motivos pelos quais não deve se comportar de tal maneira. É necessário pensar racionalmente sobre as consequências negativas que vêm junto com a preguiça, a falta de higiene, a raiva e as notas baixas. Não proíba simplesmente por proibir, leve ele a fazer o que é melhor para ele. 

Se você está passando por um momento difícil com seus filhos, entre em contato com a gente. Com três filhas de idades diferentes, aprendemos no dia a dia a encontrar soluções criativas para desenvolver seres humanos incríveis e cheios de amor.

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